A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), enfrenta insatisfação crescente entre aliados após decisões interpretadas como a construção de um projeto familiar de poder. A principal delas foi a nomeação da prima, Kalilly Lemos Santos da Rocha, para comandar a recém-criada Secretaria Municipal de Relações Institucionais (Serin), pasta estratégica na articulação entre o Executivo, a Câmara e a sociedade civil.
Nos bastidores, Kalilly é apontada como possível nome da prefeita para a sucessão municipal em 2028, o que acendeu o alerta entre aliados. Antes disso, lideranças como o presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, o vice-prefeito Alan Andrade e o chefe da Casa Civil, Coronel Ivanildo, eram vistos como opções naturais para a disputa.
O desgaste no grupo governista se intensificou após o anúncio de que o marido da prefeita, Wagner Alves, será candidato a deputado estadual em 2026, surpreendendo aliados políticos. A partir daí, o grupo passou a dar sinais de fragmentação, com movimentos políticos independentes de aliados próximos.
Publicamente, Sheila afirma que a escolha da prima foi técnica. Nos bastidores, porém, a avaliação é de que a prefeita já reposiciona o tabuleiro político visando a sucessão, mesmo ao custo de ampliar o desconforto interno no seu grupo político.












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